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Dermatologia

Continuamente exposta ao ambiente externo, a pele humana experimenta freqüentes agressões. Por isso, são muitas as afecções cutâneas que, por motivos sanitários ou estéticos, requerem tratamento. Dermatologia é a disciplina médica que estuda e trata das enfermidades da pele. Seu campo compreende duas grandes áreas, conforme se conheçam ou se desconheçam as causas fisiológicas ou infecciosas que geram o processo patológico. Nos casos em que o agente é identificado, fala-se de dermatose; nos de natureza desconhecida, os problemas são chamados reações cutâneas.

Sinais e sintomas da pele. As doenças dermatológicas se caracterizam e diagnosticam pela presença de uma série de lesões peculiares. Externamente, diferenciam-se por exemplo as pápulas ou lesões elevadas, que ao regredirem não costumam deixar cicatriz; as máculas, análogas às anteriores, que não deixam sinais e originam apenas mudanças de coloração; e os tubérculos, saliências nodosas de superfície rugosa e que provocam cicatriz. Em áreas profundas do revestimento cutâneo formam-se outras lesões, como os nódulos, as gomas ou os tumores, que, em ordem crescente de dimensões e de risco clínico, são constituídos por lesões que produzem elevação da superfície cutânea e, em seu interior, apresentam acumulação de substâncias estranhas ao organismo. As formações cutâneas externas que contêm secreções serosas ou purulentas, especialmente freqüentes em agressões físicas como as queimaduras e nas infecções, são as vesículas e as empolas ou flictenas, no caso das serosas, e as pústulas, no outro caso. Mais gerais, e sintomáticas de vários processos, são as lesões secundárias difusas ou dispersas, tais como as escamas, as crostas ou as escaras, placas escuras produzidas pela necrose ou pela desorganização das células de um tecido epidérmico.

Afecções cutâneas. Na pele podem registrar-se as mesmas alterações patológicas que afetam os demais tecidos. Entre elas incluem-se as anomalias congênitas, as mudanças degenerativas e os transtornos metabólicos. Entre as doenças congênitas distinguem-se as que afetam todos os componentes da pele (generalizadas) e as que só originam lesões em áreas específicas (localizadas). Assim, por exemplo, a epidermólise flictenular é uma doença congênita em que a união entre duas camadas da pele, a derme e a epiderme, fica alterada de tal forma que em conseqüência de pequenos traumas se rompe a interface, permitindo que se acumule líquido na zona afetada e em seguida se formem empolas. Este é um caso de enfermidade congênita generalizada. Outros processos afetam zonas específicas, como ocorre na hiperqueratinose ou produção excessiva de queratina na epiderme. Uma percentagem relativamente alta de doenças de pele pode originar-se da ação de radiações, as quais, quando intensas, chegam a provocar câncer de pele. Em muitas afecções cutâneas registram-se inflamações, cujas causas mais comuns são agentes infecciosos, produtos químicos e físicos ou alterações imunológicas. Entre os numerosos agentes capazes de causar infecções na pele, os mais habituais são os vírus, as bactérias e os fungos. A principal manifestação das alterações inflamatórias da pele é a dermatite, dermite ou eczema, que provoca alterações nas partes altas da derme e da epiderme, causadas por numerosos agentes. Na maioria dos casos de inflamação, o mecanismo implicado é a ação do sistema imunológico. Também em virtude de fenômenos imunológicos se produzem doenças como as alergias. Distinguem-se entre estas dois tipos de reações da pele: a urticária ou erupção, provocada por um anticorpo circulante, e a dermatite de contato, na qual estão implicados os linfócitos. Outros fenômenos geradores de alterações cutâneas são as modificações do metabolismo que, em muitos casos, se devem a carências alimentares. É o caso, por exemplo, da falta de certas vitaminas. A ingestão insuficiente de vitamina A origina frinoderma ou secura excessiva da pele; a de B causa rachaduras nos lábios; a de C produz hemorragias na pele. Embora, no âmbito da dermatologia, se tenham alcançado altos níveis na elaboração de loções, pomadas e outros preparados, essa disciplina clínica apresenta condições especiais para a indicação de medidas profiláticas (de prevenção) baseadas essencialmente na manutenção da higiene. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.