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Analogia ou Inferência

Além da teoria da formação dos conceitos como requisito indispensável ao conhecimento, também o método da inferência parece desempenhar papel importantíssimo. Aliás, a idéia da inferência na aquisição do conhecimento, como veremos, pode muito bem completar a idéia dos conceitos e não contrapor-se à ela. Enquanto os conceitos são atitudes calcadas na classificação e associação de idéias, a inferência seria um passo mais além, calcada nas comparações (analogias). Quando dizemos que nosso cão está "com ciúme", como sabemos disso ou, mais corretamente, por que pensamos que ele está com ciúme? A única resposta possível parece ser que, de maneira um pouco remota, o comportamento do cão se parece com o comportamento de uma criança ciumenta com a qual tivemos alguma experiência, ou seja, julgamos por analogia.

E como sabemos que uma criança de nossa experiência estava com ciúme? Julgamos novamente por analogia: seu comportamento se parecia com o nosso, com a memória de nosso ciúme infantil. Nesse exemplo, as palavras e atitudes que o cão e a criança usam para chamar a atenção reintegram todos os tipos de experiências passadas que tivemos com o ciúme. Isso significa que toda experiência ou processo mental em outro ser podem ser inferidos à partir de sua situação, história e comportamento, apenas quando uma experiência semelhante ou um processo mental semelhante são ou foram associados, em nós mesmos, a uma situação, história e comportamento semelhantes. A probabilidade da inferência ser positiva será proporcional ao grau dessas semelhanças.

Anancástico(a), Pensamento, Personalidade Anancástico

é um termo que se refere à preocupação obsessiva, portanto, um pensamento ou conduta ou transtorno anancástico da personalidade corresponde às características obsessivas-compulsivas da conduta, pensamento ou personalidade. No caso dos Pensamentos Anancásticos, pode se tratar de pensamentos, imagens mentais ou impulsos para agir, quase sempre angustiantes para o sujeito. As idéias obsessivas (ou anancásticos) são pensamentos, representações ou impulsos, que se intrometem na consciência do sujeito de modo repetitivo e estereotipado.

Em regra geral, elas perturbam muito o sujeito, o qual tenta, freqüentemente resistir-lhes, mas sem sucesso. O sujeito reconhece, entretanto, que se trata de seus próprios pensamentos, mas estranhos à sua vontade e em geral desprazeirosos. Os comportamentos e os rituais compulsivos são atividades estereotipadas repetitivas. O sujeito não tira prazer direto algum da realização destes atos os quais, por outro lado, não levam à realização de tarefas úteis por si mesmas. O comportamento compulsivo tem por finalidade prevenir algum evento objetivamente improvável, freqüentemente implicando dano ao sujeito ou causado por ele, que ele(a) teme que possa ocorrer.

O sujeito reconhece habitualmente o absurdo e a inutilidade de seu comportamento e faz esforços repetidos para resistir-lhes. O transtorno se acompanha quase sempre de ansiedade. Esta ansiedade se agrava quando o sujeito tenta resistir à sua atividade compulsiva. Às vezes trata-se de hesitações intermináveis entre várias opções, que se acompanham freqüentemente de uma incapacidade de tomar decisões banais mas necessárias à vida cotidiana. Existe uma relação particularmente estreita entre as ruminações obsessivas e a depressão, e deve-se somente preferir um diagnóstico de transtorno obsessivo-compulsivo quando as ruminações surgem ou persistem na ausência de uma síndrome depressiva. No caso da Personalidade Anancástica ou Obsessiva-Compulsiva, é um transtorno da personalidade caracterizado por um sentimento de dúvida, perfeccionismo, escrupulosidade, verificações, e preocupação com pormenores, obstinação, prudência e rigidez excessivas. O transtorno pode se acompanhar de pensamentos ou de impulsos repetitivos e intrusivos não atingindo a gravidade de um transtorno obsessivo-compulsivo.

Aneurisma

O aneurisma é a dilatação anormal de um vaso sangüíneo, em geral uma artéria. Pode se localizar em várias partes do organismo, sendo que no idoso sua localização mais comum é ao nível da artéria aorta, no abdômen. O aneurisma da aorta abdominal é freqüentemente assintomático , e se deve à arteriosclerose. Quando se torna sintomático em geral é porque está em vias de se romper, caracterizando uma situação de urgência. A sua rotura pode levar à morte.

O diagnóstico precoce é fundamental, e é feito com base no exame clínico e na radiologia. O sintoma mais comum é a dor nas costas, que é queixa muito freqüente e vaga. Ocorre com freqüência em pessoas com doença cardiovascular tipo insuficiência coronariana ou hipertensão arterial. O exame físico pode mostrar uma tumoração abdominal. A ultra-sonografia abdominal e a tomografia computadorizada são exames básicos para o diagnóstico. A angiografia também deve ser utilizada. O tratamento é cirúrgico em todos aneurismas maiores que 6 cm. Os menores devem ser acompanhados pelo cirurgião vascular.

Angústia

Blaser e Poeldinger estudaram a evolução do conceito de angústia, admitindo que se deve a Kierkegaard a primeira distinção entre temor a um objeto e a angústia, livre e flutuante, desprovida de objeto. Esta distinção foi adotada por Karl Jaspers, tendo deixado claro o seu conceito ao escrever que a angústia é um sentimento freqüente e torturante, e que o medo sempre se refere a alguma coisa, enquanto a angústia é sem objeto.

Desde então, esta tem sido a orientação seguida pelos tratadistas, entre os quais se encontra Binder, que desenvolveu amplas considerações no sentido de estabelecer os limites entre medo e angústia: "Se procurarmos estabelecer a diferença entre esses dois estados de ânimo, a introspecção nos mostrará que a vivência afetiva de encontrar-se em perigo aparece em duas modalidades diferentes: em uma forma diferenciada, em que o referido sentimento surge em estruturas psíquicas amplamente configuradas, precisas e determinadas; quando se costuma falar quase sempre da presença de medo ou temor, e em forma mais primitiva, que se designa de modo geral como angústia e que corresponde a estratos psíquicos mais profundos que, com freqüência, são menos claramente conscientes e conservam conexões psíquicas mais difusas e menos articuladas.

Alguém teme algo ou sente medo diante de algo, enquanto alguém se angustia, e nestas locuções se expressa que no temor ou no medo do objeto perigoso aparece mais claramente destacado do indivíduo e é percebido, imaginado ou pensado como uma articulação e uma delimitação clara e determinada, enquanto na angústia os processos do conhecimento que a precedem são, freqüentemente, muito mais vagos e indiferenciados, características que correspondem a estratos psíquicos mais primitivos". Angústia Vital Lopez Ibor considera a angústia vital como o elemento básico da personalidade humana, podendo surgir sem características patológicas mas, em condições mórbidas, está representada por seus graus mais acentuados.

A angústia se acha corporalizada. De acordo com Binder, esta forma de angústia apodera-se do consciente quando existem condições corporais íntimas ameaçadoras da vida. "Surge de modo mais claro nos estados de hipoxemia e anoxemia de qualquer natureza, seja devido a espasmos das coronárias (angina do peito), à perda de sangue (sempre que não leve à inconsciência), à dificuldade respiratória (asma brônquica, estrangulação) ou a asma cardíaca." Bash considera que, nesses casos, a reação psíquica é perfeitamente normal: "O objeto se apresenta no consciente sob a forma de sensações viscerais".

A própria debilidade constitucional, seja do sistema ou de sua regulação vegetativa, pode determinar o aparecimento de sensações desagradáveis, as quais são captadas como ameaça à integridade do eu, estando, nesse caso, a angústia vital ligada à depressão ou à transtorno orgânico. A angústia vital, exceto nos casos de depressão, indica um grave transtorno orgânico.

Animia facial

Animia Facial animia é uma manifestação do complexo sintomático da acinesia em pacientes com Doença de Parkinson, ou parkinsonismo medicamentoso que consiste em escassez e pobreza de movimentos faciais que alteram a capacidade de expressar idéias mediante sinais ou gestos faciais.