Make your own free website on Tripod.com

Catatonia

É uma condição psicomotora caracterizada pela perda total da iniciativa motora, postura fixa e estática (fica como um boneco de cera), juntamente com mutismo (não fala) e afastamento da realidade. Na Catatonia o paciente permanece sempre imóvel e absorto do mundo à sua volta, não come, não bebe, não controla suas necessidades biológicas. Algumas vezes pode apresentar um quadro de agitação, chamado de Excitação Catatônica, onde os movimentos são agitados, intensos, repetitivos e sem nenhum propósito.

Quando a Esquizofrenia apresenta esses sintomas, além dos sintomas típicos da psicose, chamamos de Esquizofrenia Catatônica. Assim sendo, a Esquizofrenia Catatônica é então dominada por distúrbios psicomotores chamados de Catatonia, a qual pode alternar entre extremos tais como hipercinesia e estupor, ou entre a obediência automática e o negativismo. O fenômeno catatônico pode estar combinado com um estado oniróide com alucinações cênicas vívidas. Embora a Catatonia tenha sido historicamente associada à Esquizofrenia, o clínico não deve esquecer que os sintomas catatônicos são inespecíficos e podem ocorrer em outros transtornos mentais.

Catexia

Catexia é o processo pelo qual a energia libidinal disponível na psique é vinculada a ou investida na representação mental de uma pessoa, idéia ou coisa. A libido que foi catexizada perde sua mobilidade original e não pode mais mover-se em direção a novos objetos. Está enraizada em qualquer parte da psique que a atraiu e segurou. Tomando a Libido como exemplo de uma dada quantidade de dinheiro, a Catexia seria o processo de investir esse dinheiro. Digamos, então, que uma porção do dinheiro foi investida (catexizada), permanecendo nessa hipotética aplicação e deixando algo a a menos do montante original para investir em outro lugar.

Estudos psicanalíticos sobre luto, por exemplo, interpretam o desinteresse das ocupações normais e a preocupação com o recente finado como uma retirada de Libido dos relacionamentos habituais e uma extrema Catexia na pessoa perdida. A teoria psicanalítica se interessa em compreender onde a libido foi catexizada inadequadamente. Uma vez liberada ou redirecionada, esta mesma energia ficará disponível para satisfazer outras necessidades habituais. A necessidade de liberar energias presas também se encontra nos trabalhos de Rogers e Maslow, assim como no Budismo. Cada uma dessas teorias chega a diferentes conclusões a respeito da fonte da energia psíquica, mas todos concordam com a alegação freudiana de que a identificação e a canalização dessa energia são uma questão importante na compreensão da personalidade.

Catalepsia

Catalepsia é um estado de plasticidade motora no qual o indivíduo conserva as posições que lhe são dadas, como se se tratasse de um boneco de cera (flexibilidade cerosa). Os músculos tornam se como que mecânicos. A catalepsia pode ser observada, sobretudo, na demência precoce e no sono hipnótico e se caracteriza por uma perturbação psicomotora que consiste na cessação brusca dos movimentos voluntários, sem que haja lesão dos músculos. Caracteiza-se ainda pela manutenção da atitude ou posição em que se encontrava o paciente no momento do ataque. Durante a perturbação o doente conserva o uso perfeito das faculdades, da inteligência e da percepção, mas fica impossibilitado de responder às questões que lhe são propostas. Os membros se tornam moles, mas não ha contrações, embora os músculos se apresentem mais ou menos rijos. A catalepsia ocorre em determinadas doenças nervosas, debilidade mental, histeria, intoxicações e alcoolismo.

Cisão da Atenção

É quando os objetos da Atenção opõem-se um ao outro e, por causa disso, não se pode estabelecer uma unidade.Observação das mais significativas para a Psicopatologia consiste na noção de Cisão da Atenção. Este fato pode ocorrer com relativa freqüência em alguns transtornos psíquicos, criando sérios problemas para a mente que deve atender, simultaneamente, a objetivos múltiplos ou extremamente contraditórios.

No caso de "cisão", Nos casos mais acentuados, em que se manifestam outros sintomas concomitantes, a cisão da Atenção pode determinar uma verdadeira desintegração da mente. Bateson propos a hipótese do "duplo-vínculo", aplicável às situações insolúveis em que se encontram muitos indivíduos no contexto familiar. A situação é descrita como aquela em que uma pessoa transmite à outra duas mensagens afins, porém contraditórias e incompreensíveis, contendo exigências de natureza oposta, ao mesmo tempo que trata de impedir que a vítima expresse uma opinião acerca da incoerência. O paciente se encontra numa situação singular e insustentável.

Não pode adotar nenhuma atitude sem sofrer pressões e exigências contraditórias vindas, geralmente, de parte de um ou de ambos os pais. O fato de não saber para que lado deva se "voltar", para o lado do pai ou da mãe, ocasiona o desmantelamento no interior de si próprio e, externamente, nas relações interpessoais. Cria-se uma situação sem saída para os que se encontram a ela vinculados.

Catarse

Catarse é o método que visa a eliminar perturbações psíquicas, excitações nervosas, tensões, angústia, através da provocação de uma explosão emocional ou de outras formas, e baseando-se na rememorização da cena e de fatos passados que estejam ligados àquelas perturbações. Ajuda o indivíduo a obter controle emocional e a enfrentar os problemas da vida. De acordo com Aristóteles, a palavra catarsis significa "limpeza da alma". Utilizando a hipnose, J. Breuer fazia reviver na mente do indivíduo, ou melhor, em sua memória, algumas cenas que estavam esquecidas, e provocando 0 que se denominou "ab-reação", ou seja, uma descarga afetiva com lágrimas e cólera. Foi Breuer que primeiro utilizou o método catártico para curar enfermidades psíquicas. Aliás, a catarse está ligada intimamente ao início da Psicanálise de Freud. De fato, os primeiros trabalhos dêsse psicólogo austríaco se acham relacionados aos trabalhos dos psiquiatras J. M. Charcot e H. Berheim, bem como também do austríaco J. Breuer. No início dos estudos de Freud, considerava-se que as neuroses tinham por causa algumas fraquezas do sistema nervoso - portanto uma origem física.

Quando Freud tomou conhecimento dos efeitos da hipnose praticada por Charcot, na França, teve a idéia de que a histeria poderia apresentar origem psíquica. Tempos depois, Freud verificou também a possibilidade de haver conteúdos inconscientes que influenciam a conduta humana. Esses dois fatores a natureza psíquica da histeria e a possibilidade de influências inconscientes sobre o comportamento humano - surgiram do estudo da hipnose e constituíram aspectos básicos na formulação (posterior) de toda a doutrina freudiana.

O método de tratamento iniciado por Breuer, e que se chama catarse, se resume nos seguintes pontos: houve na vida da pessoa um acontecimento envolto em muita emoção. Essa emoção não pode manifestar-se em ações nu verbalmente, no tempo certo, fazendo surgir um trauma psíquico; do trauma surge o mal psíquico, alimentado pelos restos daquela emoção reprimida, e que permanecem no inconsciente; o indivíduo se torna histérico; entretanto, o indivíduo não tem conhecimento consciente do trauma, isto é, não se lembra dos fatos ou daquele acontecimento específico que provocou o mal; enfim, para livrar o paciente, será necessário submetê-lo à hipnose.

No estado hipnótico, o psiquiatra provoca a lembrança dos pontos importantes ligados diretamente às causas da histeria e também provoca fortes emoções vindas daquela lembrança. Essa memorização e essa descarga emotiva tem efeito purificador, livrando a mente do indivíduo do problema, ou seja, trata-se de uma purificação que traz cura - daí a denominação de método catártico. Quando porém a lembrança de fatos específicos ligados ao mal não provoca as fortes emoções, Breuer notou que não advém a cura, por isso é importante provocar a descarga emotiva. A confissão de erros, que os católicos fazem ao padre, é em última análise uma aplicação prática do método catártico, se considerada no campo da Psicologia. Confessando-se, o indivíduo passa a ter um alívio do sentimento de culpa.