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Encoprese

Incontinência fecal Encoprese é a incontinência fecal funcional involuntária. O controle intestinal pode alcançar-se antes dos 5 anos de idade, mesmo que, nas crianças com incapacidade psíquica grave possa surgir mais tardiamente. Quando a encoprexia aparece en crianças, pode se associar com uma consciência deficiente do asseio perssoal ou com problemas perssoais. Por outro lado, pode também dever-se a concomitância com a incontinência fecal.

Enurese

Enurese é a emissão aparentemente involuntária de urina pelo adulto ou pela criança que já deveria ter superado o período de educação dos esfíncteres. A Enurese Noturna por crianças mais velhas, adultos ou adolescentes pode ser indício de algum transtorno emocional (ansiedade e/ou depressão), bem como de Disritmia Cerebral. A Enurese que surge em criança que já tinha superado essa fase pode indicar uma regressão psicológica importante, normalmente sugestiva de sério conflito emocional.

Epistaxe

Epistaxe é o nome técnico que é dado para sangramento nasal. Sangramento pelo nariz, condição bastante comum principalmente em crianças, na grande maioria das vezes não causa repercussões à saúde. Causas A causa mais comum é a superficialização das artérias anteriores do septo nasal, da denominada área de Little. Este fenômeno é a causa mais comum das epistaxes recorrentes que, principalmente, as crianças apresentam. A freqüência e a intensidade destes sangramentos dependem de vários fatores: Crianças que mexem muito no nariz provocam traumatismo justamente na área em questão, que sangra conseqüentemente. Pacientes portadores de variados tipos rinites ou sinusites, que têm a mucosa nasal mais frágil, que sangra mais facilmente. Habitantes de regiões com baixo índice de umidade do ar, que apresentam ressecamento e fragilização da mucosa nasal.

Existem ainda sangramentos nasais mais severos, provenientes de pequenos tumores, comumente hemangiomas nasais ou granulomas piogênicos, que se localizam principalmente na região do septo nasal. Embora o sangramento desta natureza seja mais abundante, quase nunca causa transtornos à saúde do paciente, uma vez que é de fácil controle. Nas idades mais avançadas, o tipo de sangramento mais frequente vem da parede nasal lateral, e é decorrente, geralmente, de aumento repentino da pressão arterial. Nestes casos além do sangue fluir em grande quantidade pela parte anterior do nariz, o paciente ainda tem sangramento posterior, que flui pela garganta.

Estado Vegetativo

Estado Vegetativo é um estado onde o paciente não mostra nenhuma atividade do córtex cerebral: linguagem, movimento voluntário, etc. O paciente pode ter os olhos abertos, ainda que não mantenha o olhar aos estímulos complexos, e pode manter os ciclos vigilia-sono. Não existe evidência de que nesse estado haja interação com o meio. Em geral o Estado Vegetativo se produz pelo estado de coma ocasionado por traumatismos cranianos, mas pode estar presente também em crianças com anencefalia ou em adultos por agravamento de processos degenerativos (enfermedade de Alzheimer, etc). O cérebro humano funciona em diferentes níveis de consciência, no mais alto deles, está o estado de alerta, pronto para responder rapidamente às mais variadas exigências.

Quando o cérebro deixa de responder, diz-se que chegou ao estado de coma, o último estágio antes da morte. Mesmo assim, o indivíduo comatoso pode recuperar-se e sair do coma num prazo que pode variar de dias a anos. Embora em coma o indivíduo pareça adormecido, o cérebro de quem dorme, ao contrário do comatoso, tem condições de responder rapidamente a estímulos e atingir em instantes um estado de alerta máximo. Mas não se pode afirmar com certeza até que ponto um paciente em coma não ouve ou não tem noção do que acontece à sua volta.

O indivíduo pode estar incapaz de falar ou mover-se, mas isso apenas quer dizer que aqueles que o cercam não sabem se ele pode ver, ouvir ou compreender o que se passa. Alguns pacientes em coma podem de fato ficar totalmente alheios ao que acontece, mas outros podem perceber a própria situação, sem que se possa atestar isso, pois não conseguem se comunicar. Assim, o coma seria um estado em que a pessoa não responde a estímulos, aparenta estar inconsciente e não pode ser despertada. Em alguns casos, o paciente não responde a movimentos ou à linguagem, em outros, pode mover-se, fazer barulhos ou reagir à dor.

O coma não é uma doença, é um sintoma de uma doença ou uma resposta a um acidente, como uma lesão no cérebro, um problema metabólico, um ataque súbito, uma convulsão. Muitos comas não duram mais do que quatro semanas. Algumas pessoas em coma mantêm-se num Estado Vegetativo em que respiram, digerem e eliminam alimentos e têm pressão sangüínea normal, sem que se dêem conta disso. O Estado Vegetativo pode durar anos ou mesmo décadas. O fim do coma pode variar entre a recuperação total e a morte. Se o paciente vai se recuperar e até que ponto se recuperará, depende da causa do coma e da extensão dos danos causados ao cérebro.

Eutimia

A palavra grega Eutimia significa equilíbrio do humor (eu=normal; timo=humor). A partir da última CID (Classificação Internacional das Doenças) aparece o termo Distimia (dis=alteração) classificado como um dos tipos de Transtorno Persistente do Humor, onde a principal característica é a tendência constitucional do paciente em viver sob uma tonalidade afetiva tendendo à depressão, durante a maior parte do tempo. Por isso está incluída nos transtornos ditos Persistentes. Saber exatamente quando o termo Eutimia aparece na história dos sintomas humanos é difícil mas, na obra do filósofo romano Sêneca (4aC-65dC) podemos ter uma idéia da importância do equilíbrio do humor na vida das pessoas. Em A Tranqüilidade da Alma, Sereno pede à Sêneca uma orientação sobre importante questão existencial, uma espécie de inconstância da alma que o incomodava. Sêneca responde que "o objeto de tuas aspirações é, aliás, uma grande e nobre coisa, e bem próxima de ser divina, pois que é a ausência da inquietação.

Efeitos Extrapiramidais

1 - REAÇÃO DISTÔNICA AGUDA

2 - PARKINSONISMO MEDICAMENTOSO

3 - ACATISIA

4 - DISCINESIA TARDIA

5 - SÍNDROME NEUROLÉPTICA MALIGNA

Sintomas, Efeitos ou Síndromes Extrapiramidais são sinônimos. Significa um estado neurológico normalmente produzido pela Doença de Parkinson ou, mais comumente, como efeito colateral dos neurolépticos ou antipsicóticos; substâncias usadas no tratamento da esquizofrenia e outras psicoses. Neste caso o quadro todo chamar-se-á de Impregnação Neuroléptica. Entre os possíveis efeitos colaterais provocados pelos neurolépticos o mais estudado é a Impregnação Neuroléptica ou Síndrome Extrapiramidal. É o resultado da interferência medicamentosa na via nigro-estriatal, onde parece haver um balanço entre as atividades dopaminérgicas e colinérgicas. Desta forma, o bloqueio dos receptores dopaminérgicos provocará uma supremacia da atividade colinérgica e, conseqüentemente, uma liberação de sintomas extra-piramidais. Estes efeitos colaterais, com origem no Sistema Nervoso Central, podem ser divididos em cinco tipos:

1 - REAÇÃO DISTÔNICA AGUDA Ocorre com freqüência nas primeiras 48 horas de uso de antipsicóticos. Clinicamente observa-se movimentos espasmódicos da musculatura do pescoço, boca, língua e às vezes um tipo de opistótono com crises oculógiras. Deve-se fazer diagnóstico diferencial com a crise convulsiva parcial, tétano e histeria. O tratamento com anticolinérgicos injetáveis (Prometazina - Fenergam® ou Biperideno - Akineton®) no músculo é eficaz em poucos minutos para este quadro agudo.

2 - PARKINSONISMO MEDICAMENTOSO Geralmente acontece após a primeira semana de uso dos antipsicóticos. Clinicamente há um tremor de extremidades, hipertonia e rigidez muscular, hipercinesia e fácies inexpressiva. O tratamento com anticolinérgicos (antiparkinsonianos) é eficaz. Para prevenir o aparecimento desses desagradáveis efeitos colaterais usamos a Prometazina - Fenergam® ou Biperideno - Akineton® por via oral. Muitas vezes, pode haver o desaparecimento de tais problemas após 3 meses de utilização do neuroléptico, como se houvesse uma espécie de tolerância ao seu uso. Esse fato favorece uma possível redução progressiva na dose do anticolinérgico que comumente associamos ao antipsicótico no início do tratamento. Alguns autores preferem utilizar os antiparkinsonianos apenas depois de constatados os efeitos extra-piramidais, entretanto, não pensamos assim. Estabelecendo-se um plano de tratamento para a esquizofrenia, sabendo antecipadamente da cronicidade desse tratamento e, principalmente, se as doses a serem empregadas tiverem que ser um pouco mais incisivas, será quase certa a ocorrência desses efeitos colaterais. Já que o paciente deverá utilizar esses neurolépticos por muito tempo, será sempre desejável que tenham um bom relacionamento com eles. Ora, nenhum paciente aceitará como benvindo um medicamento capaz de fazê-lo sentir-se mal, como é o caso dos efeitos extra-piramidais.

3 - ACATISIA Ocorre geralmente após o terceiro dia de uso da medicação. Clinicamente é caracterizado por inquietação psicomotora, desejo incontrolável de movimentar-se e sensação interna de tensão. O paciente assume uma postura típica de levantar-se a cada instante, andar de um lado para outro e, quando compelido a permanecer sentado, não para de mexer suas pernas. A Acatisia não responde bem aos anticolinérgicos ou ansiolíticos e o clínico é obrigado a decidir entre a manutenção do tratamento antipsicótico com aquelas doses e o desconforto da sintomatologia da Acatisia. Com freqüência é necessário a diminuição da dose ou mudança para outro tipo de antipsicótico. Quando isso acontece normalmente pode-se recorrer aos Antipsicóticos Atípicos.

4 - DISCINESIA TARDIA Como o próprio nome diz, a discinesia tardia aparece após o uso crônico de antipsicóticos (geralmente após 2 anos). Clinicamente é caracterizada por movimentos involuntários, principalmente da musculatura oro-língua-facial, ocorrendo protrusão da língua com movimentos de varredura látero-lateral, acompanhados de movimentos sincrônicos da mandíbula. O tronco, os ombros e os membros também podem apresentar movimentos discinéticos. A Discinesia Tardia não responde a nenhum tratamento conhecido, embora em alguns casos possa ser suprimida com a readministração do antipsicótico ou, paradoxalmente, aumentando-se a dose anteriormente utilizada. Procedimento questionável do ponto de vista médico. É importante sublinhar que, embora alguns estudos mostrem uma correlação entre o uso de antipsicóticos e esta síndrome, ainda não existem provas conclusivas da participação direta destes medicamentos na etiologia do quadro discinético. Alguns autores afirmam que a discinesia tardia é própria de alguns tipos de esquizofrenia mais deteriorantes. Quando isso acontece normalmente pode-se recorrer aos Antipsicóticos Atípicos.

5 - SÍNDROME NEUROLÉPTICA MALIGNA Trata-se de uma forma raríssima de toxicidade provocada pelo antipsicótico. É uma reação adversa dependente mais do agente agredido que do agente agressor, tal como uma espécie de hipersensibilidade à droga. Clinicamente se observa um grave distúrbio extra-piramidal acompanhado por intensa hipertermia (de origem central) e distúrbios autonômicos. Leva a óbito numa proporção de 20 a 30% dos casos. Os elementos fisiopatológicos desta síndrome são objeto de preocupação de pesquisadores e não há, até o momento, nenhuma conclusão sobre o assunto, nem pode-se garantir, com certeza, ser realmente uma conseqüência dos neurolépticos.