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DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Hepatite B

transmitida por contato sexual e por via placentária. A infecção ocorre ainda por sangue contaminado com o vírus.

Gonorréia

Gonorréia, doença infecciosa humana, transmitida por contato sexual, que afeta principalmente as membranas mucosas do trato urogenital. Causada por uma bactéria, o gonococo (Neisseria gonorrhoeae), caracteriza-se por um exsudato purulento. A penicilina é o tratamento usual contra a gonorréia. Outros antibióticos eficazes são as tetraciclinas, a espectinomicina e as cefalosporinas, das quais uma - a ceftriaxona - pode curar com uma única injeção casos não complicados de gonorréia.

Sífilis

Sífilis, doença infecciosa de transmissão sexual, causada pela bactéria espiroqueta Treponema pallidum. A gestante pode transmitir a moléstia ao feto. O primeiro estágio da sífilis (sífilis primária) é uma pequena lesão chamada cancro, que aparece de três a seis semanas após o contágio. No segundo estágio (sífilis secundária), que se inicia seis semanas depois, surge uma erupção generalizada. Terminado o estágio secundário, a sífilis entra num período de latência clínica com ausência de sintomas, embora os órgãos internos possam ser afetados. Em 25% dos casos, desenvolve-se o estágio final (sífilis terciária); surgem nódulos duros sob a pele, nas mucosas e nos órgãos internos. Em 15% dos casos, a sífilis terciária afeta o sistema nervoso central.

Cancro mole

Semelhante ao cancro da sífilis primária, o cancro mole, cancróide ou "cavalo" é provocado pela bactéria Haemophilus ducreyi. Ao lado do granuloma inguinal e do linfogranuloma, é doença de alta incidência nos trópicos. O período de incubação varia de três a cinco dias, após os quais surgem feridas muito dolorosas nos órgãos genitais, acompanhadas de ínguas nas virilhas.O tratamento, à base de tetraciclinas, deve ser feito pelo casal.

Herpes genital

Na primeira manifestação do herpes genital, de quatro a seis dias após o contágio, surgem nos genitais inúmeras bolhinhas que logo se rompem, formando pequenas feridas dolorosas que desaparecem espontaneamente entre o sétimo e o décimo dia. O vírus, no entanto, aloja-se no organismo e provoca o retorno periódico dos sintomas, em geral abrandados. As crises podem ser desencadeadas por exposição ao sol, estresse, menstruação e fatores que diminuam a resistência imunológica, como outras doenças e certos medicamentos. A cura do herpes, causado pelos vírus herpes simples tipos 1 e 2, ainda está sendo pesquisada, mas existem medicamentos à base de aciclovir que controlam o aparecimento dos sintomas.

Outras doenças. Também têm incidência relativamente elevada o linfogranuloma venéreo, o granuloma inguinal, a uretrite não-gonocócica e o condiloma acuminado.

O linfogranuloma venéreo -- causado pela Chlamydia trachomatis, agente responsável também por doenças de menor gravidade, como uretrites -- manifesta-se pelo aumento das glândulas linfáticas nas virilhas, que podem supurar. O granuloma inguinal inicia-se como uma pequena ferida, que pode aumentar e tomar grandes áreas, usualmente na região genital. A uretrite não-gonocócica provoca inflamação da conjuntiva e da uretra, artrite, lesões cutâneas e oculares.

O condiloma acuminado, conhecido popularmente como verruga venérea ou crista-de-galo, é causado por vírus e se caracteriza pelo aparecimento na região genital de pequenas verrugas róseas ou acinzentadas, moles e úmidas. O tratamento é local com ácido tricloroacético. Infecções freqüentes mas sem gravidade são a tricomoníase, causada pelo Trichomonas vaginalis, um protozoário flagelado, e a candidíase, provocada pela Candida albicans, agente infeccioso que produz sintomas como irritação, prurido e leucorréia.

Prevenção. Não existe vacina contra as doenças sexualmente transmissíveis, de modo que a prevenção consiste basicamente em evitar o contágio. Muitas vezes, a pessoa infectada por vírus ou bactérias causadores dessas doenças não apresenta sintomas e pode contaminar parceiros sexuais sem mesmo saber que está doente. Assim, as principais medidas preventivas consistem em evitar práticas sexuais promíscuas, mesmo com parceiros aparentemente limpos e saudáveis, e usar preservativos corretamente. A mulher só deve engravidar e amamentar depois de comprovar sua condição de não-infectada, para não contaminar o bebê. O doador de sangue deve ter resultados negativos para sífilis e AIDS, além da hepatite. Recomenda-se o emprego exclusivo de seringas e agulhas descartáveis e, no caso de médicos e enfermeiros que cuidam de portadores de sífilis e AIDS, o uso de luvas para manipular sangue e demais secreções do paciente. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids)

1. INTRODUÇÃO

Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids), estado final da infecção crônica provocada pelo retrovírus HIV (vírus da imunodeficiência humana). É uma doença que anula a capacidade do sistema imunológico de defender o organismo de múltiplos microorganismos, causando, entre outros problemas, infecções oportunistas graves, como toxoplasmose, pneumonia e tuberculose pulmonar.

Caracteriza-se por astenia e perda de peso acentuadas, bem como por uma incidência elevada de certos cânceres, especialmente o sarcoma de Kaposi e o linfoma de célula B. Transmite-se pelo sangue, por contato homossexual ou heterossexual e, através da placenta da mãe infectada ao feto. As transfusões sangüíneas foram uma via importante de transmissão, antes do desenvolvimento de um teste confiável para a detecção do vírus no sangue.

Um dos mecanismos principais de transmissão e difusão da doença é o uso compartilhado, pelos viciados em drogas, de agulhas contaminadas com sangue infectado. Nos países ocidentais, o maior número de casos ocorreu por transmissão sexual. O vírus HIV permanece inativo por um tempo variável, no interior das células T infectadas, e pode demorar até 10 anos para desencadear a moléstia.

2. HISTÓRIA

No final da década de 1970, mortes causadas por infecções oportunistas, que até então eram observadas em pacientes de transplantes que tinham recebido medicamentos imunossupressivos, foram registradas em homens homossexuais. Em 1983, Luc Montagnier e sua equipe no Instituto Pasteur de Paris isolaram do nódulo linfático de um homem em risco de desenvolver Aids o que parecia ser um novo retrovírus humano.

Quase simultaneamente, o grupo de Robert Gallo no Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, isolou o mesmo retrovírus de pacientes de Aids e de pessoas que tinham tido contato sexual com vítimas da Aids. O microorganismo isolado é agora conhecido como HIV. Ao longo dos anos 80, a doença rapidamente se configurou como uma pandemia, tornando-se um dos mais graves problemas de saúde pública no século XX. No final de 1998, a Organização Mundial de Saúde (OMS) contabilizava 47 milhões de pessoas infectadas pelo HIV em todo o mundo num período de 20 anos. Destas, 14 milhões já tinham morrido.

Só em 1998, foram registrados 6 milhões de novos casos de infecção (o que significa 11 contaminações por minuto) e 2,5 milhões de mortes. Nenhum país tinha conseguido controlar o avanço do HIV, mas a África Subsaariana era o epicentro, com 22 milhões do total de portadores do vírus (34 milhões desde o surgimento da doença). Em oito países africanos onde a infecção atinge pelo menos 10% da população adulta (Botsuana, Quênia, Malaui, Moçambique, Ruanda, África do Sul, Zâmbia e Zimbábue), a Aids fará a expectativa de vida cair 17 anos nas próximas décadas: de 64 para 47 anos, em média.

3. DETECÇÃO E DIAGNÓSTICO

A identificação do HIV levou ao desenvolvimento de métodos para sua detecção. O primeiro desses métodos, baseado numa técnica denominada Elisa, foi criado em 1985. Tem a desvantagem de não detectar o vírus propriamente dito, apenas os anticorpos que o organismo produz contra ele. Mas, pela simplicidade de aplicação e o custo relativamente baixo, é o método mais utilizado.

Quando o resultado é positivo, o teste é refeito, para confirmação, com o emprego de outros métodos desenvolvidos posteriormente, e que são capazes de identificar componentes do próprio vírus. Tais métodos são também empregados quando se desconfia que o indivíduo foi exposto ao HIV, mas seu sistema imunológico não teve tempo de produzir os anticorpos contra ele (há um breve período, geralmente de quatro a oito semanas, após a exposição ao HIV em que o indivíduo permanece negativo aos testes sorológicos do tipo Elisa). O mais avançado dos métodos para detecção direta do vírus é a reação em cadeia de polimerase, ou PCR, que detecta o próprio ADN viral (ver Ácidos nucléicos). Ser HIV-positivo (o mesmo que soropositivo ou portador do HIV) não significa necessariamente que o indivíduo tem Aids.

Uma pessoa pode permanecer HIV-positiva por um longo período sem desenvolver os sintomas clínicos que definem um diagnóstico de Aids. Tal definição varia de país para país, mas em geral está relacionada à presença do HIV no sangue, associada a uma ou mais infecções oportunistas.

4. TRATAMENTO

Embora não haja ainda uma cura para a Aids, algumas drogas estão mostrando significativo impacto na progressão da doença. Foram inicialmente usadas uma de cada vez, mas seus efeitos eram transitórios. Passaram então a ser usadas de forma combinada (o chamado "coquetel"), o que tem retardado consideravelmente o aparecimento de infecções oportunistas e prolongado a vida. Não obstante, tais medicamentos causam muitos efeitos colaterais e seu alto custo os torna praticamente inacessíveis aos países pobres, especialmente os africanos, justamente os que exibem as mais altas taxas de infecção.

5. AIDS NO BRASIL

Os primeiros casos de Aids no Brasil foram identificados em 1982, quando sete pacientes homossexuais foram diagnosticados. Mais tarde, um desses casos foi reconhecido, retrospectivamente, como tendo ocorrido em 1980. O vírus provavelmente introduziu-se no país na década de 1970, tendo se difundido, numa primeira etapa, nas áreas metropolitanas do centro-sul, alcançando, na primeira metade da década seguinte, as diversas macrorregiões.

O Brasil é o quarto país do mundo em número de casos notificados: 135.200 casos até maio de 1998. Mas quando se considera a incidência relativa, isto é, a relação entre o número de casos e a população, o país, com 97 casos por 100 mil habitantes, situa-se entre o 40º e o 50º posto no ranking mundial. A maior incidência é na região Sudeste, com 159 casos por 100 mil habitantes, contra apenas 25 casos por 100 mil no Norte, a região de menor incidência.