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Esclerose múltipla

Entre as doenças cujas causas ainda não foram identificadas, a esclerose múltipla é das mais insidiosas pelos obstáculos que opõe ao diagnóstico, dada a variedade e indefinição de seus sintomas, e a impossibilidade de prever seu curso. Esclerose múltipla é uma doença neurológica que ataca o cérebro e a medula espinhal, causada por agente desconhecido que destrói a mielina, bainha que envolve as fibras nervosas, e facilita o fluxo dos impulsos nervosos.

Provoca a interrupção temporária ou a transmissão desordenada desses impulsos, causando entorpecimento, falta de coordenação, perda de equilíbrio, paralisia, distúrbios visuais e do tato e fraqueza muscular, entre numerosos outros sintomas. Nos casos mais graves, pode levar à paralisia permanente. As primeiras manifestações da doença costumam ocorrer no início da vida adulta, com picos de incidência ao redor dos trinta anos.

Há notícias do aparecimento também na sexta década. No início, ela pode não ser alarmante - formigamento e entorpecimento nas pernas ou falta de controle das mãos. Nos casos mais sérios, o distúrbio se anuncia com fortes sinais de disfunção medular aguda, inclusive paralisia das pernas e incontinência urinária. Os sintomas tendem a desaparecer temporariamente em questão de dias ou semanas, para voltar a intervalos de meses ou anos, com intensidade gradualmente maior.

Os corticoesteróides são usados com freqüência para aliviar os sintomas, mas o tratamento da esclerose múltipla tem se revelado ineficaz. As pesquisas sugerem que a doença pode ser provocada por um vírus ao qual o sistema imunológico reage de maneira inadequada, mas as tentativas de isolá-lo não tiveram êxito até o final do século XX. A incidência é de cerca de um caso em cada 2.500 pessoas, na Europa e norte dos Estados Unidos. É menos freqüente na América do Sul, Ásia e África, embora ataque todas as raças. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.