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Geriatria

O avanço da medicina geriátrica levou ao consenso de que velhice não é sinônimo de doença. A prevenção é ainda a arma mais eficaz de que o homem dispõe para evitar a ocorrência mais provável de certas doenças a partir dos quarenta anos, como arteriosclerose, hipertensão, diabetes, reumatismo e gota. Geriatria é a disciplina médica voltada para o estudo, tratamento e prevenção dos processos patológicos específicos da velhice.

Abrange, além dos aspectos orgânicos, as questões psicológicas e emocionais relativas ao idoso, nas diversas fases da senectude, e distingue-se da gerontologia, disciplina de alcance mais geral, que trata das condições dos anciãos, sãos ou enfermos. Estudo do envelhecimento. Na maioria dos mamíferos, o limite de vida parece estar relacionado com o tamanho físico (o camundongo vive menos de um ano, o cavalo quarenta e o elefante chega a setenta). O ser humano constitui exceção, pois é mais longevo que muitos mamíferos de grande porte. A expectativa de vida para o homem, nos países mais desenvolvidos, é de 76 anos. A causa da maior longevidade humana é desconhecida, mas existem alguns fenômenos característicos do processo de envelhecimento. Por exemplo, a resistência do organismo à infecção diminui com os anos. Ao longo do ciclo vital ocorrem mutações no material genético das células e o acúmulo dessas mutações provoca o envelhecimento. Concorrem também para o processo a acumulação de resíduos do metabolismo celular e o ataque do sistema imunológico às células do próprio corpo. Múltiplos fatores influem no envelhecimento, como a herança genética, o estresse, o clima, os traumas psíquicos etc.

A necessidade calórica em geral se mantém estável entre os vinte e os quarenta anos, para diminuir em cerca de trinta por cento na velhice. Entre trinta e 75 anos, o peso do cérebro diminui, devido à morte das células corticais, com a conseqüente perda de reflexos. Ocorrem também alterações na capacidade regenerativa dos tecidos e na função de filtragem dos rins, além de perda de massa óssea. Para envelhecer de forma saudável, os geriatras recomendam a adoção de certos cuidados e medidas de prevenção ou profilaxia, desde a juventude: procurar manter uma vida tranqüila, com equilíbrio emocional e afetivo; praticar exercícios regulares, acompanhados de avaliação ortopédica e cardiovascular; beber muitos líquidos; evitar o fumo e o álcool; manter uma dieta alimentar equilibrada (rica em carnes brancas, frutas, legumes e verduras) e prevenir a obesidade.

Doenças geriátricas. A vantagem de consultar um médico geriatra desde a juventude está na possibilidade de controlar de forma mais efetiva o desgaste natural do organismo. A geriatria distingue entre enfermidades comuns, cujas manifestações se acentuam com o envelhecimento, e os processos patológicos específicos da velhice. No primeiro caso, as doenças começam insidiosamente e evoluem sem sintomas durante longo tempo; a causa situa-se dentro do organismo, e não em fatores externos, como infecções; os distúrbios são geralmente múltiplos num mesmo indivíduo e não lhe conferem imunidade ou proteção, mas, ao contrário, aumentam a vulnerabilidade do paciente a certas doenças.

Nos processos patológicos específicos incluem-se os fenômenos degenerativos desencadeados por doenças como a artrite (infiltração das articulações associada em geral ao reumatismo) e a arteriosclerose (engrossamento da parede arterial por inflamação crônica), e que constituem o aspecto destacado da patologia da idade avançada. Tais processos evoluem progressivamente e acarretam períodos mais ou menos longos de incapacidade. Essas e outras causas representam uma grave ameaça de acidente vascular cerebral (trombose ou hemorragia), outro quadro clínico freqüente em geriatria. No aspecto psiconeurológico, as doenças do idoso apresentam um quadro diversificado que inclui transtornos motores -- capazes de provocar paralisia, disfunção dos esfíncteres e alteração na fala ou dislalia -- e modificações sensoriais e psicológicas, que podem acarretar mudanças de conduta.

Crises de depressão, ansiedade, perda de memória e problemas de cognição são prontamente revertidas com o apoio da família e o acompanhamento de um médico, que pode ministrar antidepressivos, ansiolíticos e suplementos vitamínicos. Para manter o bom funcionamento do cérebro, é fundamental que o idoso dedique mais tempo a atividades intelectuais. Pesquisas comprovaram que, aos oitenta anos, a capacidade de aprender é a mesma que aos 12, desde que haja motivação. A debilitação das defesas aumenta também incidência de infecções e tumores entre a população de idade avançada. Produz ainda alterações como o hipotireoidismo, disfunção que provoca fadiga e aumento do colesterol no sangue; e o hipertireoidismo, que costuma ocorrer por força da involução do aparelho genital da mulher, ou menopausa ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.