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Hipnose

De indiscutível utilidade terapêutica, a hipnose foi condenada por associações médicas de vários países quando usada com fins de entretenimento, em virtude do perigo que pode representar para pessoas que manifestem reações ao processo. Hipnose é o estado psicológico especial, para o qual concorrem alguns atributos fisiológicos, semelhante apenas superficialmente ao sono e marcado por um nível de percepção diferente do estado consciente. Esse estado se caracteriza por um grau de sensibilidade e reação aumentado, no qual as percepções internas adquirem a mesma importância que a realidade externa. A história da hipnose é tão antiga quanto a da magia, feitiçaria e medicina.

Sua história científica só começou, no entanto, na segunda metade do século XVIII, com Franz Mesmer, médico vienense que a empregava no tratamento de seus pacientes. Vários clínicos utilizaram-na, sem reconhecimento oficial, até o meado do século XIX, quando o médico inglês James Braid estudou o fenômeno e criou os termos hipnose e hipnotismo. Mais tarde, outros cientistas interessaram-se pela hipnose, entre eles Charles Richet, Jean-Martin Charcot e Hippolyte Bernheim. Na indução da hipnose, é fundamental que a pessoa queira ser hipnotizada e acredite no processo.

O indivíduo é convidado a relaxar e a fixar seu olhar num objeto. O hipnotizador induz o paciente, em voz baixa e calma, a tornar-se progressivamente mais relaxado até que seus olhos mostram sinais de fadiga e o hipnotizador sugere que eles se fechem. De olhos fechados e em relaxamento profundo, o indivíduo entra em transe hipnótico. Normalmente, o comportamento do hipnotizado se caracteriza por ações e respostas emocionais que lembram o comportamento infantil pela simplicidade, clareza e literalidade de compreensão.

Como resposta às sugestões, o indivíduo pode se tornar surdo, cego, paralítico, amnésico ou apresentar outros comportamentos relacionados à situação proposta pelo hipnotizador. Muitas pessoas são incapazes de lembrar o que aconteceu enquanto estavam em hipnose profunda. A amnésia pós-hipnótica, como é chamada, pode resultar espontaneamente do processo ou ser provocada por sugestão do hipnotizador durante o transe. O indivíduo em transe pode se lembrar também de experiências reprimidas, ou há muito tempo esquecidas, contá-las com detalhes e depois mantê-las fora de sua consciência.

Aplicações. A hipnose foi oficialmente aprovada como método terapêutico por associações médicas, psiquiátricas, odontológicas e psicológicas de todo o mundo. É considerada útil na preparação de pacientes para a anestesia, por intensificar a resposta ao medicamento e reduzir a dose de anestésico. É particularmente eficaz para aliviar o mal-estar da parturiente e evita danos às funções psicológicas da criança que podem ser causados por medicamentos. Também é empregada para aliviar dores e para controlar o medo em tratamentos dentários. Em psicoterapia, tem sido utilizada na rememoração de acontecimentos traumáticos. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.