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Micose

Micose Os termos sapinho, pé-de-madura e tinha, empregados pelo leigo, designam diferentes tipos de micoses, respectivamente: estomatite ou vulvovaginite provocada pela Candida albicans, a maduromicose e as micoses superficiais. Micose é um processo infeccioso provocado por microfungos parasitos. A denominação foi proposta em 1856 pelo patologista alemão Rudolf Virchow. No Brasil, como em geral nos países tropicais, as micoses são muito freqüentes, principalmente as cutâneas.

Micoses superficiais. As micoses superficiais atingem a pele, as mucosas, as zonas cutâneo-mucosas, os pêlos (principalmente do couro cabeludo), as unhas e as dobras periungueais (que cercam as unhas). São geralmente provocadas por dermatófitos como Epidermophyton, Trichophyton e Microsporum, e também por leveduras, como a Candida albicans. Entre as micoses da pele e das mucosas se enquadram a dermatofitose (pé-de-atleta ou Tinea pedis), vários tipos de tinhas e as leveduroses cutâneo-mucosas, também chamadas monilíases.

As tinhas do couro cabeludo, infecções altamente contagiosas, são muito comuns em crianças de idade escolar e representam grave problema sanitário. Ainda entre as micoses superficiais se enquadram as otomicoses, otites provocadas por fungos isolados ou associados a bactérias, e as onicomicoses, processos inflamatórios nas unhas e dobras periungueais.

Micoses profundas. Processos infecciosos causados por ação de fungos bastante difundidos na natureza, seja no solo, no ar, no leite, nas frutas e em outros vegetais, as micoses profundas produzem quadros dermatológicos diversos: granulomatosos, com lesões ulcerativas, vegetantes, nodulares e úlcero-vegetantes. Também se observam, no decurso de várias micoses profundas, processos meningíticos (Cryptococcus neoformans, por exemplo), lesões pulmonares que simulam tuberculose ou neoplasias, quadros com hepatoesplenomegalia, pólipos nasais ou conjuntivais, lesões ósseas destrutivas, adenopatias e processos sistêmicos. Em regra, tais processos são de evolução crônica, com exceção da actinomicose endógena, que se manifesta de forma aguda ou subaguda, e da criptococose, também subaguda.

Tratamento. As micoses superficiais podem ser tratadas com diversos medicamentos tópicos fungicidas, sob a forma de pomadas, cremes e pós, cuja aplicação depende da localização e forma clínica da dermatomicose. Nas onicomicoses por dermatófitos e nas tinhas do couro cabeludo, emprega-se tradicionalmente a griseofulvina, por via oral. Esse antibiótico age na queratina da pele, pêlos e unhas onde se localizam os esporos e artículos micelianos dos dermatófitos e em que o medicamento exerce sua atividade fungicida.

Drogas de emprego mais recente, como o citoconazole e o fluconazole, mostraram bons resultados. A incidência das micoses profundas aumentou notavelmente com o uso indiscriminado de medicamentos antimicrobianos e com o crescimento do número de pacientes imunodeprimidos.

O arsenal terapêutico moderno contra essas infecções, mais eficaz e menos tóxico, inclui a anfotericina B, o fluconazole, o itraconazole e outros. A escolha do medicamento depende da sensibilidade do fungo a seu princípio ativo e da via de administração -- oral ou venosa -- recomendada para cada caso. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.