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OUTRAS DOENÇAS

Febre amarela

1. INTRODUÇÃO

Febre amarela, doença infecciosa, causada por um vírus transmitido aos seres humanos pela picada de mosquitos, principalmente o Aedes aegypti, nas zonas urbanas; o A. africanus e os mosquitos do gênero Haemagogus, nas zonas rurais. Seus sintomas mais típicos são os vômitos de sangue e a cor amarelada da pele, que lhe dá o nome. É característica das regiões tropicais e subtropicais, mas no verão pode causar surtos em regiões temperadas. Entre os demais sintomas, cabe destacar a cefaléia, a febre alta e a prostração intensa.

O amarelecimento da pele é conseqüência da destruição das células hepáticas, que provoca acumulação de pigmentos biliares. Em alguns pacientes, a infecção pode levar à morte, mas o paciente que se recupera adquire imunidade ao vírus. A princípio, acreditava-se que a febre amarela só atingia os seres humanos, mas a pesquisa revelou que também afeta macacos e outros animais. É provável que macacos infectados da África e da América tropical sejam a fonte primária da infecção, transmitida ao homem pelos mosquitos. Essa modalidade da doença nos macacos, que só esporadicamente ocorre em seres humanos, é chamada de "febre amarela silvestre".

2. HISTÓRIA

Não se conhece a origem exata da doença. Alguns acreditam que apareceu inicialmente na África e foi levada à América na época da escravidão. Outra corrente sustenta que é originária do litoral atlântico da América do Sul, de onde teria sido levada pelos navegadores portugueses para a África, a Europa e a América do Norte. Foi primeiro descrita em termos médicos no século XVII, quando houve um surto na península de Yucatán, no México.

Em 1881, o médico cubano Carlos Juan Finlay formulou a hipótese de que era transmitida por picadas de mosquito, o que foi confirmado em 1901 por diversos pesquisadores, entre os quais o norte-americano Walter Reed, que também provou tratar-se de um vírus o agente causador. A identificação da causa da doença permitiu a adoção de campanhas de erradicação do mosquito em vários países, entre eles o Brasil, onde Oswaldo Cruz conseguiu debelar a epidemia de 1902 no Rio de Janeiro usando brigadas de mata-mosquitos.

3. PREVENÇÃO

Não existe tratamento para a febre amarela. Em 1939, o médico sul-africano Max Theiler desenvolveu uma vacina (ver Imunização). A vacinação é hoje exigida de todas as pessoas que viajam de regiões endêmicas para outras partes do mundo. O Brasil, região endêmica, é um grande produtor de vacinas contra a febre amarela

Malária

Malária, doença humana e também das aves e macacos, causada pela infecção por um protozoário do gênero Plasmodium e caracterizada por calafrios e febre intermitente. A transmissão dos microorganismos responsáveis pela malária humana se dá pela picada do mosquito anófele, isto é, que pertence ao gênero Anopheles.

A doença ocorre principalmente nas regiões tropicais e subtropicais, em cujas áreas úmidas ou pantanosas infestadas pelo mosquito torna-se endêmica. Durante o período de incubação, os protozoários crescem dentro das células hepáticas. Poucos dias antes da primeira crise, os microorganismos invadem as hemácias, que são destruídas durante o processo de desenvolvimento do plasmódio, provocando as crises febris típicas da moléstia.

É um sério problema de saúde pública na África, Ásia, Pacífico Sul, América Central e América do Sul, incluindo o Brasil, que tem 85% de seu território infestados pelo mosquito transmissor. Conforme o tipo de protozoário, a febre se apresenta sob a forma terçã maligna (causada pelo Plasmodium falciparum), terçã benigna (causada pelo P. vivax), quartã (causada pelo P. malariae) e oval (causada pelo P. ovale). Este último inexiste no Brasil. A forma mais grave é a terçã maligna, que, além das febres e calafrios provocados pelas demais, causa também icterícia, transtornos de coagulação do sangue, choque, insuficiência renal, encefalite e coma, podendo levar à morte.

Nas zonas endêmicas, são comuns os casos de infecções mistas. A doença também pode ser transmitida por seringas ou por transfusão de sangue contaminado. Os adultos que vivem nas zonas endêmicas tendem a tornar-se resistentes à infecção, daí porque os grupos mais afetados costumam ser as crianças e os jovens. Mas, no Brasil, na década de 1970, a abertura de frentes de colonização na Amazônia expôs à infecção grandes parcelas de população não imune. Eram migrantes de estados do Sul do país, onde não se encontra o mosquito anófele, que seguiram para o Centro-oeste e para Rondônia.