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Paralisia

Segundo suas causas sejam de origem física ou psíquica, a paralisia é classificada pela clínica médica em dois grandes grupos, dentro dos quais se apresenta em diversas modalidades. Paralisia é o processo em decorrência do qual há perda temporária ou permanente da sensibilidade ou da mobilidade de uma ou mais partes do corpo. Do ponto de vista funcional, pode derivar de diferentes transtornos musculares ou nervosos e até mesmo de problemas psicológicos. Esses processos são chamados paresias quando a deficiência é apenas parcial.

Classificação e tipos. Quanto a sua localização no corpo humano, a paralisia pode ser uma hemiplegia, se a afecção é de uma das metades laterais do corpo; ou paraplegia, se o comprometimento é dos membros superiores (paraplegia braquial) ou dos inferiores (paraplegia crural). Se apenas um dos membros é atingido, fala-se em monoplegia, que pode ser também braquial ou crural. Por analogia, fala-se em triplegia (paralisia de três membros) e tetraplegia (dos quatro). O termo diplegia se usa para designar o processo de paralisia dos quatro membros, com dupla etiologia. Elas são ditas completas ou incompletas, conforme haja ou não comprometimento da hemiface. Considerando os fatores de simetria, hemiplegia e paraplegia, as paralisias são classificadas como proporcionais ou desproporcionais, conforme a deficiência motora seja igual ou preponderante em um dos segmentos. Caso o transtorno motor venha associado a disfunção neurológica, tremor etc., a paralisia é dita complicada; se a paralisia se manifesta desacompanhada, qualifica-se de pura. Outros tipos de paralisia são as miopatias (lesão de musculatura estriada, com déficit motor simétrico e proximal), a miastenia grave e a paralisia periódica familiar. A evolução das paralisias de fundo psicológico é tratada como histeria.

Lesões paralisantes musculares e nervosas. A perda de motilidade das extremidades e de diferentes órgãos do corpo decorre fundamentalmente de uma disfunção da interação entre as fibras nervosas e musculares. As lesões dos nervos periféricos provocam perda completa da capacidade de mover um músculo ou sistema muscular, com atrofia; as alterações do sistema nervoso central (encéfalo, medula espinhal, nervos cranianos e raquidianos com seus gânglios) determinam apenas a paralisia, sem atrofia. Diferenciam-se assim as paralisias flácidas e espásticas. Entre os diversos processos patológicos que podem causar paralisia destacam-se, por sua elevada incidência, as alterações vasculares do cérebro (hemorragias, tromboses etc.), as lesões traumáticas da medula espinhal e nervos periféricos e também diversas doenças infecciosas, tais como a poliomielite (também conhecida como paralisia infantil), encefalites e neurites. O tratamento da paralisia varia conforme o diagnóstico de cada caso, mas os terapeutas recorrem com freqüência a medidas complementares de reabilitação para manter os músculos que ainda conservam uma mínima capacidade motora. São amplamente empregadas técnicas de fisioterapia, como a hidroterapia e a diatermia (aplicação de calor nos tecidos pela indução de correntes de alta freqüência). ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.